As Dificuldades do Professor na Escola Judaica

Rafael, de 10 anos de idade, tinha acabado de mudar de classe na escola judaica.

Em seu primeiro dia de aula o Sr. Levy, seu novo professor, queria descobrir o quão religiosa a família dele era, e, mais especialmente, se tinham o hábito de rezar.

Como costumava fazer, o Sr. Levy o chamou para sua mesa e na frente da classe faz várias perguntas básicas:
– “Então, Rafael, o que você faz quando se senta para jantar?”
– “Bom, eu sento e como. Mamãe é uma boa cozinheira.” respondeu o menino.

– “E os teus pais, Rafael? O que eles fazem logo que sentam para jantar?” perguntou o Professor.
– “Então, o que eles deveriam fazer?”
– Rafael respondeu em tom de pergunta. – “Eles também se sentam e comem”.

“E o que geralmente acontece quando a refeição acaba?” – voltou a indagar o Sr. Levy.
– “Aí eu me levanto e vou para o quarto para jogar no computador.” disse o menino.
– 
“E o que seus pais fazem?” – 
quis saber o mestre.

O menino, já demonstrando impaciência com o interrogatório, respondeu em tom irônico:
“O que o senhor acha que eles deviam fazer? – “Eles também se levantam e saem da mesa. Papai ajuda a mamãe a lavar a louça e depois eles assistem TV”.

O Sr. Levy era insistente:
– “E pouco antes de adormecer, Rafael, o que você faz?”
– “Eu me viro para ficar mais confortável” – disse o guri.

Sem intenção de dar trégua e querendo levar o assunto até o fim, o professor perguntou:
– “E o que os teus pais fazem antes de irem dormir?”

E aí o Rafael colocou fim na conversa:
– “O senhor quer que eu responda isso? Eu sei a resposta e o senhor também sabe, mas acha que é o tipo certo de pergunta para fazer na frente da classe?”

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