Em Israel, o 1º Transplante de Veias Em Pessoas Vivas

Acaba de ser anunciado pelo Hospital Hadassah, em Jerusalém, o 1º Transplante de Veias intervivos.

Acompanhe a matéria publicada no site Notícias de Israel:

Hospital Israelense Realiza O Primeiro Transplante De Veias Entre Pessoas Vivas

Erich Allende Abr 15, 2019

Israel 21

Você já ouviu falar de transplantes de coração, transplantes de rins e transplantes de médula óssea. Agora, os médicos do Centro Médico Universitario Hadassah em Jerusalém acrescentaram um novo tipo: o transplante de veias. E salvaram a vida do israelense Avi Yavetz de 60 anos.

Yavetz sofre de Doença vascular periférica (DVP), um transtorno da circulação sanguínea que faz que os vasos sanguíneos fora do coração se estreitem e se bloqueiem. Em uma das suas pernas, as veias e artérias estavam obstruídas e o sangue não fluía. A amputação era quase certa e isso infelizmente é algo muito comum em pacientes de DVP.

Yavetz tinha uma artéria e veias dentro da perna que podiam restaurar o fluxo sanguíneo. Mas lhe faltava uma veia suficientemente grande para conectar a artéria com as veias menores; devido a suas cirurgias antigas pelo DVP, nenhuma de suas veias estava em condições suficientes.

O que aconteceria se alguém da sua família pudesse doar uma veia? Essa foi a “ideia louca” que teve o professor Ron Carmeli, chefe de cirurgia vascular do Hadassah.

Os quatro filhos de Yavetz se ofereceram rapidamente a doar uma veia para seu pai. Posteriormente, Carmeli extraiu uma veia comprida que se estendia desde a virilha de Snir Yavetz, de 27 anos, até seu pé, de implantá-la cirurgicamente em Yavetz.

O transplante de veia foi feito antes, mas só em um cadáver. “Uma doação de uma pessoa viva, e à outro membro da família, em nosso caso, é a primeira de seu tipo”, disse Carmeli.

Duas semas depois, a veia está funcionando e a perna de Yavetz “está a salvo da amputação”, disse Carmeli.

Yavetz não está completamente fora de perigo. “ O tratamento desse paciente é o mesmo de qualquer paciente de transplante, igual a alguém que se submeteu a um transplante de fígado ou rim”, assinala Carmeli. Yavetz devera tomar medicamentos para prevenir a rejeição do novo órgão e ser ser monitorado cuidadosamente.

Mas se os resultados continuarem sendo bons, Carmeli é otimista. “Estou seguro de que este avanço salvará a muitas outras pessoas no futuro”.

A matéria original está publicada aqui.

Avi Yavetz, a esquerda, recebeu uma veia de seu filho Snir, a direita, no Centro Médico da
Universidade Hadassah, Jerusalém, no primeiro trasplante de veias em vivos.

Foto cortesia

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