Uma Brasileira Em Israel Que Fala Por Mim

Rita Cohen Wolf é uma brasileira que vive em Israel.

O texto dela fala por mim.

Republico com a devida autorização da autora:

“Meu nome é Rita Cohen Wolf.
Eu sou judia e quero contar pra vocês:

Não temos por habito ou por esporte “judiar” de ninguém.

Sou parte do Povo Judeu, descendente dos patriarcas: Abraão, Isaac e Jacob, e das matriarcas: Sara, Rebeca, Rachel e Lea. O lema maior do meu Povo é: “Amaras ao próximo como a ti mesmo”.

Eu sei. Sei que todas as manchetes que chegam a vocês nos últimos dias gritam, entre outras, palavras como “massacre”, “sanguinário”, “reação desproporcional”… e elas confundem, embaraçam, talvez façam vocês terem vergonha de apoiar ou de se declararem parte do Povo judeu.

Eu sou judia de origem e israelense por opção.

Pertenço ao pais onde a palavra “segurança” não se mede pelo número de aviões, tanques, armas ou arsenal bélico que possui. E sim, talvez até mesmo antes de tudo, a segurança é representada pelo ser humano: o cidadão israelense.

Nós não temos minas de ouro, não temos petróleo nem diamantes. Israel é pobre em recursos naturais, mas tem um tremendo potencial humano.

Em qualquer lugar do mundo, quando um jovem faz 18 anos ele está preocupado com seus estudos universitários, com as baladas, talvez sonha em comprar um carro, talvez comece a trabalhar pra juntar seu próprio dinheirinho…

Em Israel, quando o cidadão israelense, seja menino ou menina faz 18 anos ele se alista no Exército e ganha (ou “perde”, depende do ponto de vista) no mínimo de dois ou tres anos de sua vida servindo a sociedade, quer dizer defendendo o pais.

Foi essa garotada, em sua maioria entre 18 e 21 anos, que foi deslocada com todo o equipamento necessário para a fronteira com Gaza.
Sua missão: fazer frente a multidão que anunciava pretender invadir o território israelense, sequestrar e matar soldados ou civis em suas casas situadas a metros da fronteira.

Não pensem que nossos soldados estavam lá como num joguinho de Playstation ou Xbox, atirando indiscriminadamente e se divertindo com isso..

Não pensem que os palestinos feridos em cima da Cerca divisória entre Gaza e Israel eram “manifestantes inocentes que tentavam através de manifestações não-violentas romper o cerco à Faixa de Gaza”. Essa é uma narrativa simplista, romantica e cativante que foi alicerçada por horas de Imagens de vídeo e milhares de fotografias do lado de Gaza, caracterizando-a como “uma luta heroica do povo palestino contra os seus opressores”.

A manifestação que foi arquitetada e conduzida pelo grupo terrorista Hamas, de pacifica não tinha nada. Como em outras ocasiões, os terroristas, armados até os dentes, se escondiam atrás de mulheres e crianças que irresponsavelmente foram levados até a Cerca para servirem de escudos humanos. O objetivo: garantir a comocao social e a entrada de mais alguns bilhoes de dolares nos cofres da Organizacao. Dinheiro que, como de costume, nao será dirigido para a melhoria da qualidade de vida do povo palestino e sim investido em túneis subterraneos e armamentos enquanto o povo morre de fome.

Gás lacrimogênio, balas de borracha e outros meios de dispersão de manifestações. Foram várias as opções usadas pelo Exército mais ético do mundo, antes de se decidir abrir fogo vivo.

A morte de 60 pessoas numa situação como essa estremece qualquer um. O Povo judeu que santifica a vida e não a morte como os jihadistas muculmanos fanaticos, tem que, por um lado lidar com a complexidade ética e com o pesar pelo derramamento de sangue.
Por outro, diante da convocação do líder do Hamas, Yahya Sinwar, “Vamos destruir a cerca e tirar o coração dos corpos dos israelenses”, podemos nos apoiar na frase do livro A Ética dos Pais: “Se não somos nós por nós mesmos, quem o será por nós?”

Talvez o que incomode demais a opiniao publica mundial é que 60 palestinos (dentre os 45 mil que participaram da violenta manifestação) morreram, enquanto não foram registradas mortes do nosso lado. A perguntinha básica é: quantos do nosso lado deveriam ter morrido para que a equação parecesse proporcional?

Nao faz muito tempo, seis milhoes de judeus foram encaminhados as camaras de gas. Na epoca nao tinhamos como nos defender. Hoje temos. Never again!!!!

Pra terminar, uma notícia que acaba de ser veiculada por aqui: Na manhã de hoje (quarta-feira), o Hamas se recusa a deixar entrar em Gaza dois caminhões das Forças de Defesa de Israel, contendo equipamentos médicos que salvariam vidas palestinas nos hospitais.

Que alguém desenhe por favor, me faltam palavras…”

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