Dois terroristas aterrorizados no Rio de Janeiro

Acabo de receber texto com o “relato” muito bem humorado do que seria uma tentativa de dois terroristas estrangeiros atingir alvos no Brasil.

Não há identificação da autoria. O texto que recebi difere um pouco dos que encontrei na Internet, então aproveitei o que me pareceu ser o melhor de todos:

Domingo – 21h47: os dois terroristas desembarcaram no aeroporto Tom Jobim com a missão de explodir o Cristo Redentor. Os problemas começaram quando não conseguiram retirar a bagagem, que por erro seguiu em um voo para o Paraguai. Essa informação só foi obtida após seis horas de peregrinação por diversos guichês, agravada pela dificuldade de comunicação. Foram aconselhados a voltar no dia seguinte, trazendo um interprete. Pegaram um táxi-pirata na saída do aeroporto. Depois de uma hora e meia dando volta com eles pela cidade, o motorista parou para que dois cúmplices os assaltassem. Os dois foram espancados e tiveram os dólares roubados, ficando só com uma pequena quantia que estava escondida nos cintos. O táxi os abandonou na Baixada Fluminense e os terroristas pegaram carona num caminhão que entregava gás.

Segunda-feira – 6h33: graças ao treinamento de guerrilha nas cavernas do Afeganistão e nos campos minados da Somália, os dois conseguiram chegar à um hotel em Copacabana. Na recepção foram informados de que não havia café da manhã porque o fornecedor não entregou os alimentos. Decidiram alugar um carro para chegar ao Tom Jobim e dar início ao plano: sequestrar um avião e jogá-lo bem no meio dos braços abertos do Cristo Redentor. entraram em uma casa de câmbio para trocar o pouco que lhes sobrou de dólares e receberam notas de R$ 100 falsas. Depois ficaram presos em um congestionamento monstro por causa da manifestação dos funcionários da área da saúde e tiveram os relógios roubados em um arrastão. Em seguida por erro do GPS entraram numa favela e o carro foi metralhado. Finalmente as 15h45 chegaram ao Galeão, onde os aeroviários estavam no saguão, tocando pagode e gritando slogans contra a privatização dos aeroportos. O Batalhão de Choque da PM chegou batendo nos manifestantes e os terroristas, no meio da confusão, foram levados com eles para uma delegacia. Às 18h, aproveitando o resgate de presos feito pelos bandidos do Comando Vermelho, conseguiram fugir. De volta ao Tom Jobim,  da delegacia em meio à confusão e ao tiroteio. Às 19h05 eles se dirigem ao balcão de uma companhia aérea e compram as passagens, mas o funcionário omite a informação de que os voos estão suspensos. Nesse momento eles discutem entre si, sem saber se destruir o Rio de Janeiro, no fim das contas, é um ato terrorista ou uma obra de caridade. Às 21h30m, sujos, doloridos e mortos de fome, decidem comer alguma coisa no restaurante do aeroporto. Pedem sanduíches de churrasquinho com queijo de coalho e limonadas.

Terça-feira – 5h35: estão no hospital Miguel Couto, vítimas de uma intoxicação alimentar de proporções equinas causada pela carne estragada usada nos sanduíches. Foram levados para lá depois de terem esperado três horas para que o socorro chegasse e percorresse os hospitais da rede pública até encontrar vaga. Debilitados, só terão alta hospitalar no domingo.

Domingo – 18h20: os terroristas sairam do Miguel Couto e chegaram perto do estádio do Maracanã. O Flamengo tinha perdido o jogo e a torcida rubro-negra confundiu os terroristas com integrantes da galera adversária. Tomaram uma surra sem precedentes. Em uma barraca de venda de bebida nas proximidades, decidiram se embriagar uma vez na vida, tomaram cachaça adulterada com metanol e precisaram voltar ao Miguel Couto.

Segunda-feira – 23h42: os dois terroristas fugiram do Rio escondidos na traseira de um caminhão de eletrodomésticos, assaltado horas depois na Serra das Araras. Desnorteados e famintos, foram levados pela van de uma Ong ligada a direitos humanos. Saíram do retiro no dia seguinte e perambularam o dia todo pela cidade até que, cansados, adormeceram debaixo da marquise de uma loja. A Polícia Federal ainda não revelou o hospital onde os dois foram internados em estado grave, depois de espancados quase até a morte por um grupo de mata-mendigos. O porta-voz da PF declarou que depois que saírem da UTI, serão recolhidos no setor de imigrantes ilegais, em Brasília, onde permanecerão até o Ministério da Justiça autorizar a deportação – se tiver verba, é claro. No interrogatório eles disseram que é totalmente desnecessário o terrorismo no Brasil e elegeram o Rio área de treinamento especializado.”

One thought on “Dois terroristas aterrorizados no Rio de Janeiro

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *