O Rabino, a Neve e a Colisão

Um Rabino estava dirigindo numa estrada montanhosa num dia de forte nevasca.

Ele subia a montanha, dirigindo com cuidado, e em uma curva um carro que vinha em sentido contrário deslizou e colidiu com o dele. 

O carro do Rabino saiu da rodovia e bateu em um pinheiro. O outro caiu em uma valeta ao lado da estrada. Ambos ficaram muito danificados.

O Rabino não se machucou e correu para ver se a outra pessoa estava bem.

O motorista ainda estava no carro, meio atordoado, e ao ver o Rabino já se desculpou:
– “Desculpe, eu saí de um bar há pouco, tomei umas cervejas e talvez estivesse dirigindo um pouco rápido demais. Acho que não consegui controlar o carro. Mas como não nos machucamos, vamos dizer para a polícia que ambos fomos culpados, pode ser? Assim cada um paga o seu prejuízo e esquecemos o caso. 

Sem dizer sim ou não, o Rabino falou:
– “Olhe, está um frio danado aqui, nós dois estamos tremendo, e um gole de whisky vai nos fazer bem, não acha?
– “Ótima ideia” – respondeu o outro.

O Rabino foi até o carro, pegou uma garrafa de whisky e um copo e voltou até onde estava o assustado motorista:
– “O senhor está muito abalado, acho que isso vai lhe acalmar. 

O homem tomou um copo, agradeceu, e voltaram a conversar. Depois de alguns minutos o Rabino ofereceu mais um gole e o outro aceitou.

Enquanto isso a neve aumentou e o Rabino disse:
– “Pelo jeito a polícia vai demorar. Não quer tomar mais um gole?

A essa altura, o sujeito, que já estava se servindo sozinho, perguntou:
– “Mas o senhor não vai tomar um gole?

E o Rabino respondeu:
– “Vou, sim. Depois que a polícia chegar com o bafômetro.

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